quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Idéias perdidas

Então cheguei ao fim
inutilmente feliz
como tudo deve ser
como tu pudesse ler
um ensaio sobre mim

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Seca interna

Sobriamente sombras se escondem
Sorrateiramente pessoas dissipam
Assombrados escombros litúrgicos
Mediando meio alquimista

Eternos gritos pairam ao ar
Suspirando bem luz nativa
E nesse ato padecer
Velhos atos pessimistas

Fuga das palavras

Não sei por que escrevo
Talvez por obrigação não sei
As palavras precisam de mim
Elas querem se libertar
Vivem sozinhas querendo ser notadas
E quando nascem são transformadas
Mas como vêm até mim?
Não sei e repito

Vêm até mim
Minha mente se atordoa
Não sabe o que faz
Mas eu sei e repasso
Nada vem de mim
E nem sei de onde vem
Conspira um ataque
E explode no limite

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Desordem a todos

Alguns esperam que eu fale de sentimentos
Mas não quero, prefiro falar do vento
O vento que me visita todo dia
Pra que falar do que traz problemas?
O vento me alivia e traz novidades
Vem de longe e deixa saudade
Ah vento, como é bom falar contigo
Porém me esqueças quando fores embora

Luz da noite

Luzes da noite
no escuro permutam
Permanecem anônimas
que juntas comungam
Nada as fazem
Sozinhas se completam
Quando se calam
Destroem verdade

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Gaucheando

Sou fraco intelectual
talvez deva aprender
como se portar diante de um ser

Um ser vasto
com ideais e
conhecimentos agregados

Ou ser eu
Ser imperfeito
fraco intelectual

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Pião de Rodeios

Meu pião
gosta de rodar
E só faz rodar
Somente roda
Só faz o que gosta
Enquanto eu não
Não faço o que gosto
e mal faço o que devo
Sou infeliz total
e procuro meu pião

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Rugosidade

Na mente dissocia
só dissocia
dissocia só
Compartilha a revolta, mistura de poesias
Saudosos bombons e máscaras lunáticas
Palhaços nervosos
Moscas malditas

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sem saída

A insanidade incendeia os incessantes e
incertos olhares d'espanto a olhar
uma casa em chamas caindo ao chão
tão carente em paixão
sem o som que sai sob a voz
que vai além dos céus
Os homens sem nome são maiores e
saem das ruas e arredores
na escuridão da imensidão
que não mais é um vão cheio de ilusão

Só andou

Na solidão você insiste e não consegue
Sente-se mutilado com nada ao lado
Procura um amigo mas não encontra
Contenta-se com seu conselheiro
A quem confia seu segredo

Não se importa com a solidão
Como o sol insiste em ficar só
Luta contra o tempo enfrentando contratempos
Com tanto tempo vive sem paixão
Acompanhado da intrínseca compaixão

Felicidade é um tanto difícil
Afinal, pode-se ser feliz sozinho?
Ou é somente uma desculpa dos hereges
Para esconder os sonhos que elegem?
Sonhar não se compara a realizar  

Viva sociedade

Não ter opinião
Ser mais um na multidão
Consequência da alienação

Não existe força maior
pra defender nada melhor
Silêncio é o pior

Quantidade não é solução
Mas estão presos na corrupção
Vivem presos na obrigação

Não conseguem mais fugir
O processo vai concluir
Não podemos daqui sair

Sertanismo

A cidade objetiva os sonhos
Esses que tanto almejava alcançar
Trabalhando duro nas fazendas
Transformando suor em comida
Nunca sabia quando iria parar

O sorriso é questão de honra
Afinal tem muito a comemorar
Não possui nada de valor
Em parceria com seu amor
Vivem sem pestanejar

Flor do Nilo

Lá está ela, sozinha na solidão
Destilando sentimentos a um palmo do chão
Sem um irmão pra lhe dar apoio e servir emoção
Com esperança tece a imagem da superação

Seus sentimentos infindáveis a fazem companhia
Nunca separam nem que por água fria
Os desejos de querer a impulsionam
Mas não esquecendo os princípios que reinam

Aventurar-se em novas aventuras ´
É o que espera para a vida futura
Conhecer pessoas e reconhecer amigas
É oque se espera da nossa querida

Mas não mais quer ser só
Expele tudo que tinha de pior
E vai atrás de um novo amor
Nem que peça ajuda ao Pierrot

Sabe do que é capaz
E vai por tudo que deseja atrás
Virtude não é desistir
Mas tentar até conseguir

Pergunta-se quem é essa imparidade
que reina na sociedade
Lhe digo sem sigilo
É a flor do Nilo

Trocas feitas

A felicidade não se escolhe nem se espera
Mas quando se precisa aparece e demora a ir embora

O sorriso reflete a luz da mentira
Mas a alegria de um sorriso mostra a felicidade

O abraço reflete o querer de estar longe
Mas a força da amizade mostra o desejo de estar perto

O adeus é o alívio da mentira
Mas o beijo final revela a tristeza da partida

Sem mais

Na cena que esperamos
Nada foi como previmos
A luz acabou
A cortina se fechou
E a platéia aplaudiu

O desisto

Eu não mais quero sentir o calor
que sentia ainda com ela
Abraçá-la e não cortejá-la
Sem dizer nada e sem saber
o que fazer para não a esquecer

Eu quero o frio da solidão
O aperto fora do seu coração
E sair desse saudosismo
Sem saber como se faz
uma paixão tão mordaz

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Fartas ilusões

A luz esconde o perigo
e mostra o caminho seguido
Igualar-se não é vantagem
Proteger-se sim é bobagem

Não queremos mais que somos
nem mais que temos
Contentar talvez mostre a verdade
O que mais fugimos é da infelicidade

Essa fuga que tanto prejudica
impede a vida ser vivida
Revela a tristeza da decepção
tão marcada pela solidão

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Olha para esses olhos pedindo clemência




Esses olhos que a tema há de comer
Já viu coisas que fazem qualquer um tremer
Taxado de louco por ver
O que ninguém mais vê
Bebia pra ficar sóbrio
Embriaguez em troca de lucidez
Esses olhos cansados
De admirar um pinheirinho burguês
A simplicidade
A superioridade
De quem finge viver

Por: Janaína Gomes

domingo, 22 de julho de 2012

Dúvida das pequenas

Despretensioso chega o moço
e chega todo desgostoso
Dá uma palavra e logo se cala
Cala a alma que nada exala
Aperto de mão não é solução
Mas, talvez, um pouco de compaixão
A dúvida se espalha no ar
-Quem será esse moço que acabara de chegar?

Meu não-amor

Não consigo te ver  sem pensar
Como te faço rir
Nem mesmo imaginar
O quanto quis estar aqui
Mas não há solução
é só mais um mistério do coração

Nas sombras procuro estar
e tento me cobrir
Mas assim é de matar
Não posso viver sem ti
E com mais uma decepção
Caminho com a solidão

Não quero me afastar
Mas também quero sair
Não mais aguento este lugar
E preciso com você fugir
Sem rumo e com direção
Vamos escapar então

sábado, 21 de julho de 2012

Vida alheia

Olho para o céu não vejo o sol
Olho para a lua e não vejo luz
Vejo as estrelas e nada a brilhar
Vejo a mim mesmo e muito a melhorar

Rasos pensamentos


E com passos de formiga
A escuridão clareia meu pensamento
Faz-me gritar baixo contigo querida
Peço perdão, mas logo me arrependo.

Passado palpitante

Eu quero a vida como era antes
Ver a flor nascer de um galho
Alegria florescer num sorriso
E felicidade fluorar d’um abraço

Sem escapar da fuga dos meliantes
Preencher espaços vazios de um retalho
Fugir à luz do dia, ser feliz num abrigo
Rir da vida e sorrir d’um embaraço 

Atrás dos holofotes

A gota que enche seu olho
é a mesma que afoga o desgosto
dessa vida atrapalhada
e das aventuras amargadas.