sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Pião de Rodeios

Meu pião
gosta de rodar
E só faz rodar
Somente roda
Só faz o que gosta
Enquanto eu não
Não faço o que gosto
e mal faço o que devo
Sou infeliz total
e procuro meu pião

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Rugosidade

Na mente dissocia
só dissocia
dissocia só
Compartilha a revolta, mistura de poesias
Saudosos bombons e máscaras lunáticas
Palhaços nervosos
Moscas malditas

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sem saída

A insanidade incendeia os incessantes e
incertos olhares d'espanto a olhar
uma casa em chamas caindo ao chão
tão carente em paixão
sem o som que sai sob a voz
que vai além dos céus
Os homens sem nome são maiores e
saem das ruas e arredores
na escuridão da imensidão
que não mais é um vão cheio de ilusão

Só andou

Na solidão você insiste e não consegue
Sente-se mutilado com nada ao lado
Procura um amigo mas não encontra
Contenta-se com seu conselheiro
A quem confia seu segredo

Não se importa com a solidão
Como o sol insiste em ficar só
Luta contra o tempo enfrentando contratempos
Com tanto tempo vive sem paixão
Acompanhado da intrínseca compaixão

Felicidade é um tanto difícil
Afinal, pode-se ser feliz sozinho?
Ou é somente uma desculpa dos hereges
Para esconder os sonhos que elegem?
Sonhar não se compara a realizar  

Viva sociedade

Não ter opinião
Ser mais um na multidão
Consequência da alienação

Não existe força maior
pra defender nada melhor
Silêncio é o pior

Quantidade não é solução
Mas estão presos na corrupção
Vivem presos na obrigação

Não conseguem mais fugir
O processo vai concluir
Não podemos daqui sair

Sertanismo

A cidade objetiva os sonhos
Esses que tanto almejava alcançar
Trabalhando duro nas fazendas
Transformando suor em comida
Nunca sabia quando iria parar

O sorriso é questão de honra
Afinal tem muito a comemorar
Não possui nada de valor
Em parceria com seu amor
Vivem sem pestanejar

Flor do Nilo

Lá está ela, sozinha na solidão
Destilando sentimentos a um palmo do chão
Sem um irmão pra lhe dar apoio e servir emoção
Com esperança tece a imagem da superação

Seus sentimentos infindáveis a fazem companhia
Nunca separam nem que por água fria
Os desejos de querer a impulsionam
Mas não esquecendo os princípios que reinam

Aventurar-se em novas aventuras ´
É o que espera para a vida futura
Conhecer pessoas e reconhecer amigas
É oque se espera da nossa querida

Mas não mais quer ser só
Expele tudo que tinha de pior
E vai atrás de um novo amor
Nem que peça ajuda ao Pierrot

Sabe do que é capaz
E vai por tudo que deseja atrás
Virtude não é desistir
Mas tentar até conseguir

Pergunta-se quem é essa imparidade
que reina na sociedade
Lhe digo sem sigilo
É a flor do Nilo

Trocas feitas

A felicidade não se escolhe nem se espera
Mas quando se precisa aparece e demora a ir embora

O sorriso reflete a luz da mentira
Mas a alegria de um sorriso mostra a felicidade

O abraço reflete o querer de estar longe
Mas a força da amizade mostra o desejo de estar perto

O adeus é o alívio da mentira
Mas o beijo final revela a tristeza da partida

Sem mais

Na cena que esperamos
Nada foi como previmos
A luz acabou
A cortina se fechou
E a platéia aplaudiu

O desisto

Eu não mais quero sentir o calor
que sentia ainda com ela
Abraçá-la e não cortejá-la
Sem dizer nada e sem saber
o que fazer para não a esquecer

Eu quero o frio da solidão
O aperto fora do seu coração
E sair desse saudosismo
Sem saber como se faz
uma paixão tão mordaz