quarta-feira, 25 de julho de 2012

Olha para esses olhos pedindo clemência




Esses olhos que a tema há de comer
Já viu coisas que fazem qualquer um tremer
Taxado de louco por ver
O que ninguém mais vê
Bebia pra ficar sóbrio
Embriaguez em troca de lucidez
Esses olhos cansados
De admirar um pinheirinho burguês
A simplicidade
A superioridade
De quem finge viver

Por: Janaína Gomes

domingo, 22 de julho de 2012

Dúvida das pequenas

Despretensioso chega o moço
e chega todo desgostoso
Dá uma palavra e logo se cala
Cala a alma que nada exala
Aperto de mão não é solução
Mas, talvez, um pouco de compaixão
A dúvida se espalha no ar
-Quem será esse moço que acabara de chegar?

Meu não-amor

Não consigo te ver  sem pensar
Como te faço rir
Nem mesmo imaginar
O quanto quis estar aqui
Mas não há solução
é só mais um mistério do coração

Nas sombras procuro estar
e tento me cobrir
Mas assim é de matar
Não posso viver sem ti
E com mais uma decepção
Caminho com a solidão

Não quero me afastar
Mas também quero sair
Não mais aguento este lugar
E preciso com você fugir
Sem rumo e com direção
Vamos escapar então

sábado, 21 de julho de 2012

Vida alheia

Olho para o céu não vejo o sol
Olho para a lua e não vejo luz
Vejo as estrelas e nada a brilhar
Vejo a mim mesmo e muito a melhorar

Rasos pensamentos


E com passos de formiga
A escuridão clareia meu pensamento
Faz-me gritar baixo contigo querida
Peço perdão, mas logo me arrependo.

Passado palpitante

Eu quero a vida como era antes
Ver a flor nascer de um galho
Alegria florescer num sorriso
E felicidade fluorar d’um abraço

Sem escapar da fuga dos meliantes
Preencher espaços vazios de um retalho
Fugir à luz do dia, ser feliz num abrigo
Rir da vida e sorrir d’um embaraço 

Atrás dos holofotes

A gota que enche seu olho
é a mesma que afoga o desgosto
dessa vida atrapalhada
e das aventuras amargadas.